Desta vez a tarde não estava ensolarada. Segunda-feira. Era uma tarde fria de fim de maio, o que não é típico daqui. Sons ensurdecedores e tudo estava em movimento, os risos fluiam, o papo se exaltava e cada um estava com quem e como se sentia melhor naquele minucioso momento. Bastou-me então, uma roda, cúmplices de um simples mp3, e a prosa musical surgiu. Não houve receio, pra quê o ter? Nosso canto foi sincero e nossa conversa sortida como o último confete do pacote. Assim nos sentíamos, assim o nosso refrão ia sendo criado, como o último momento, a última composição.
Quisera eu voltar a esse momento. Mas pra quê voltar? Eu o vivi e o que virá será o segundo refrão. Quisera eu que o tempo congelasse e se perpetuasse, mas pra quê? Ainda me resta mais um refrão. Foi tão simples, foi tão comum e tão raro.
E por que parou? Porque o samba acabou, a roda se desfez e o dia passou. A noite chegou e a lembrança doce ficou.
Não quisera Deus que eu fosse pra casa sem ter tal prosa, sem ter tal samba, sem tal doçura.
Traduzido em:
segunda-feira, 17 de maio de 2010
domingo, 16 de maio de 2010
Decidi ser feliz e me decidiram
Escandalosos desvaneios em vão. Decisão incrédula. Felicidade se tem ou não. Alegria e tristeza se desperta em frações de momentos. Sorrisos incontroláveis, instantânea transformação fisionômica. Olhar sublime, brilho constante. Felicidade transposta ao redor, cadeia desenfreada.
Se ser feliz é possuir características, soa-me transponível amargor. Se ser feliz é ter sorte, eu prefiro sonhar. Cobrirei-me de fantasias, nenhum medo, apenas desejo. Mesmo que seja cedo ou tarde demais, degustarei a vida, que até então, bem-vinda aos meus olhos, ao meu afago e descanso.
A essa equação me entrego, matemática de cálculos desconhecidos. Faça-me verdade, desenha-me em poesia e e que eu respire isso. Que eu tenha o que tenho, ou que nunca os perca, o que é pior. Orientação para uma composição rara, uma palavra fazendo verbo em minha vida para que eu não desista e que não desistam de mim.
Ainda assim, com o tempo passado, o relógio perdido, vago relógio, eu tenha fé pra lutar. Ainda assim, que a gratidão a todos os orquestrantes desse momento jamais seja esquecida. E que por esse segundo, eu relute como quem reluta pelo o que tanto espera. Não há medo quando há satisfação, se há satisfação há tesouro. Conservado tesouro em mim.
Se ser feliz é possuir características, soa-me transponível amargor. Se ser feliz é ter sorte, eu prefiro sonhar. Cobrirei-me de fantasias, nenhum medo, apenas desejo. Mesmo que seja cedo ou tarde demais, degustarei a vida, que até então, bem-vinda aos meus olhos, ao meu afago e descanso.
A essa equação me entrego, matemática de cálculos desconhecidos. Faça-me verdade, desenha-me em poesia e e que eu respire isso. Que eu tenha o que tenho, ou que nunca os perca, o que é pior. Orientação para uma composição rara, uma palavra fazendo verbo em minha vida para que eu não desista e que não desistam de mim.
Ainda assim, com o tempo passado, o relógio perdido, vago relógio, eu tenha fé pra lutar. Ainda assim, que a gratidão a todos os orquestrantes desse momento jamais seja esquecida. E que por esse segundo, eu relute como quem reluta pelo o que tanto espera. Não há medo quando há satisfação, se há satisfação há tesouro. Conservado tesouro em mim.
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